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Orçamento da Finep chega a R$ 5 bilhões em 2013

17/12/2012

Orçamento da Finep chega a R$ 5 bilhões em 2013

Autor(es): João Villaverde

O Estado de S. Paulo - 17/12/2012

Recursos serão aplicados no incentivo à inovação. Orçamento era de R$ 3 bi nos dois primeiros anos do governo Dilma

A Financiadora de Estudos e Pro­jetos (Finep) terá um orçamen­to para crédito 66% maior em 2013 do que teve neste ano, infor­mou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp. No ano que vem, a Finep terá R$ 5 bilhões para emprestar diretamente às empresas com projetos voltados à inovação. Nos dois primeiros anos do governo Dilma Rousseff, a Finep teve a sua disposi­ção R$ 3 bilhões em cada ano.

Praticamente todo esse fun­ding virá do Fundo Nacional de

Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (FNDCT), que con­ta com R$ 44 bilhões e não será contingenciado em 2013. O res­tante será obtido com o retorno dos empréstimos concedidos pe­la financiadora no passado. "O eixo fundamental da política industrial é estimular a inova­ção das empresas, foi isso o que I norteou o novo regime automotiivo, e é isso que deve ser a tônica I do Brasil daqui para frente", dis­se ao Estado o ministro.

De acordo com Raupp, o salto no orçamento da Finep vai per­mitir às empresas que "deslanchem" seus projetos de inova­ção no ano que vem. "A Finep é nosso braço de intervenção dire­ta na economia, e já está com uma demanda por crédito quase duas vezes maior do que seu or­çamento", disse. "Vamos dar conta de praticamente toda a ne­cessidade de financiamento de recursos para a inovação em 2013", afirmou o ministro.

Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em janeiro de 2011, a presidente Dilma tem falado em impulsionar na economia brasi­leira, e na indústria de transfor­mação em especial, um foco mais centrado em inovação. "Queremos a inovação via base tecnológica, só assim teremos uma indústria competitiva", afir­mou Raupp, há um ano no cargo.

Para ele, o ministério entrou na área econômica do governo em 2011, quando, além de ganhar o termo "inovação" no nome da Pasta, integrou a equipe que for­mulou o Plano Brasil Maior (a política industrial e de comércio exterior do governo) e o novo re­gime automotivo.

Segundo Raupp, a prioridade do ministério no ano que vem será implementar a Empresa Brasi­leira de Pesquisa e Inovação In­dustrial (Embrapii), a "Embrapa da indústria". A nova empresa es­tatal será a responsável pela in­termediação entre universida­des e institutos federais e a indús­tria de transformação.

"A indústria brasileira cres­ceu, desde a década de 1930, des­colada da ciência e da pesquisa tecnológica. Foram dois mun­dos paralelos, que apenas recen­temente, dos anos 1990 para cá, começaram a procurar um ao ou­tro. Mas eles ainda são muito dis­tantes", avaliou Raupp. Antes de assumir o ministério, que her­dou de Aloizio Mercadante, hoje na Pasta da Educação, Raupp foi presidente da Sociedade Brasilei­ra para o Progresso da Ciência (SBPG) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo Raupp, o governo tem se concentrado na indústria de transformação por conta da capacidade do setor em dissemi­nar tecnologia. "A indústria bra­sileira tem casos de sucesso, co­mo a Petrobrás e a Embraer, mas, de modo geral, ainda vê a inovação como algo de laborató­rio. Já a academia tende a ver a economia produtiva como algo deletério, e essas barreiras preci­sam ser quebradas pelo gover­no", disse.

Fonte: Estadao.com

Imagem: Site.protec.org.br/